Aprimoramento contínuo na elaboração das Estimativas

Em dimensão nacional, o câncer constitui uma questão prioritária para a saúde pública, cujas ações de prevenção e controle deverão ser efetivadas em todos os estados brasileiros. Um componente fundamental para estas ações é a utilização das Estimativas da Incidência e Mortalidade por Câncer no Brasil.

No ano de 2000, foram introduzidas importantes mudanças metodológicas para a elaboração das Estimativas, além de seu foco para o nível estadual.

Base Pop: Registros de Câncer de Base Populacional -RCBPPara 2001, as previsões estão sendo apresentadas também para as capitais. A metodologia adotada segue a recomendação da Agência Internacional para Pesquisa sobre o Câncer (AIPC), da Organização Mundial da Saúde (OMS).

As informações disponíveis de incidência, obtidas por meio dos Registros de Câncer de Base Populacional – RCBP, e mortalidade, por meio do Sistema de Informação sobre Mortalidade do Ministério da Saúde, são utilizadas como base para o cálculo das Estimativas. A coleta destes dados deve ser contínua e sistemática.

Existe hoje uma maior preocupação no aprimoramento e na qualidade das informações levantadas, seja através da capacitação dos técnicos envolvidos nos sistemas de coleta ativa, bem como no aprimoramento dos recursos informatizados de consolidação e análise dos dados. Nos últimos dois anos, cerca de 280 profissionais foram capacitados em todo o país para o trabalho com Registros de Câncer. Paralelamente, softwares específicos para Registro de Câncer estão sendo desenvolvidos e aperfeiçoados pela Divisão de Epidemiologia e Avaliação da Coordenação de Prevenção e Vigilância do INCA.

Buscando reduzir o trabalho e melhorar a eficiência e precisão dos dados de incidência, foi desenvolvido um software específico para RCBP, o Base Pop, cuja versão para Windows vem sendo aperfeiçoada desde 1998 e distribuída aos seus Coordenadores. Este aplicativo visa ao controle da qualidade das informações desde a coleta dos dados, até a emissão de relatórios padronizados que oferecem um resumo completo das mais variadas informações sobre incidência de câncer.

É fundamental, portanto, a colaboração de todos os que estão envolvidos no processo de produção de informação. Somente desta forma será possível obter um material de qualidade sobre o câncer.

Marceli de Oliveira Santos
Analista do Programa de Controle do Câncer do INCA



Atualidades em Tabagismo e Prevenção do Câncer - Ano 10 - jan a mar/2001