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Baixos Teores
Uma recente pesquisa, realizada pelo Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos, revelou que os teores de nicotina, alcatrão e monóxido de carbono registrados por máquinas que simulam as tragadas dadas pelos fumantes são muito menores do que os teores inalados pelos fumantes. As chamadas “máquinas de fumar”, por exemplo, registram uma concentração média de 0,91 mg/cigarro de nicotina, mas, na verdade, o fumante absorveu 1,31 mg/cigarro.
Isto pode ser explicado através dos mecanismos de compensação que o fumante executa para suprir os níveis de dependência da droga nicotina. Por exemplo, há fumantes que tampam os furos do filtro com os dedos, tragam mais profundamente ou fumam maior número de cigarros. A indústria também contribui com a oferta de nicotina, adicionando ao cigarro compostos químicos, como os sais de amônia, que aumentam a disponibilidade de nicotina para o fumante. Estas ações podem aumentar em até oito vezes a quantidade de nicotina e outros agentes tóxicos ingeridos pelos fumantes.
Outro exemplo que ilustra bem o quanto o fumante pode se equivocar são as classificações que algumas marcas de cigarros possuem como: "leve", "suave", "light", "baixos teores", entre outras. Elas dão a impressão que são produtos menos nocivos à saúde, o que absolutamente não é verdade.
Atualidades em Tabagismo e Prevenção do Câncer - Ano 10 - jan a mar/2001 |