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Fumo e papel não combinam. Esta é a filosofia adotada a partir de novembro de 1997 pela Biblioteca Nacional, desde que uma ameaça de incêndio provocada por um cigarro quase colocou em risco o raríssimo acervo da instituição.
"A simples idéia de ver qualquer uma de nossas obras destruída nos amedrontou", comenta Pedro Paulo, funcionário da casa que, apesar de ser fumante convicto, aprova a decisão da administração de banir o fumo das dependências do local.
Patrimônio da União
Felizmente, todos os usuários da Biblioteca Nacional aderiram à nova norma sem qualquer reclamação, uma vez que reconhecem a importância de evitar qualquer atitude que possa ameaçar um patrimônio da nação, constituído, na maioria das vezes, de peças únicas.
"Isso aqui é um castelo de papéis insubstituíveis. Imagine que, ao riscar um fósforo, a pessoa poderá destruir documentos impossíveis de se restaurar", esclarece Paulo.
Com essa atitude, digna de aplauso por parte de todos que desaprovam o cigarro, a Biblioteca começa a se integrar a acervos de instruções similares no mundo, cujas normas chegam a proibir o fumo a uma distância de até cem metros dos prédios.
A proibição pode até parecer um pequeno passo, mas é uma ação muito significativa na guerra contra o tabaco, na qual qualquer arma ou estratégia pode ajudar bastante.
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