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Na tentativa de reduzir o número de fumantes utilizando uma arma eficaz, alguns países optaram por banir a publicidade do cigarro. No Japão, por exemplo, até o Instituto do Tabaco, fundado em 1987, que reúne a Japan Tobacco e mais 22 multinacionais, anunciou a decisão de abrir mão da veiculação de marcas de cigarro na TV, rádio, cinema, painéis eletrônicos e na Internet, a fim de transmitir uma boa imagem da instituição.
A União Européia (UE) passou por um longo período de discussões até chegar à proibição da publicidade dos derivados de tabaco. Foram muitas as reivindicações das companhias de cigarro para evitar a implantação da lei em todos os países da União Européia. A Alemanha e a Áustria foram dois Estados-membros que votaram contra a proposta, alegando que esta influiria de maneira negativa na economia.
A maior parte das contradições se deu no campo da publicidade esportiva, sobretudo na Fórmula 1, que tem uma tradição de mais de trinta anos na área. Desde 1968, quando o piloto Graham Hill estampou a marca de cigarros Gold Leaf no seu Lotus, a F-1 tem sido um veículo de divulgação bastante eficaz para a indústria fumageira.
A Grã-Bretanha resolveu liberar o automobilismo da rigidez do projeto da UE, conquistando por lei o direito de manter as propagandas. Os representantes da Inglaterra alegaram que a legislação colocaria um ponto final na realização do esporte na Europa.
As iniciativas européia e japonesa são bons exemplos e servem para ilustrar como é difícil abolir a propaganda de cigarros vinculada aos esportes. O motivo dessa dificuldade está nos interesses econômicos de vários setores.
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