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Muitas vezes os hábitos naturais e cotidianos constituem-se em fatores de risco para o surgimento do câncer. A falta de higiene, o início precoce da atividade sexual e a multiplicidade de parceiros podem acarretar contaminação por vírus sexualmente transmissíveis, diretamente relacionados a algum tipo de câncer.

Temos, como exemplo, o Papiloma Vírus Humano (HPV), associado aos cânceres do colo do útero, vulva, reto, vagina e pênis; o vírus da hepatite, aos tumores no fígado; e o vírus HTLV-1, associado à leucemia.

É surpreendente saber que algo tão saudável e natural quanto a prática sexual pode acarretar risco à saúde. É preciso, portanto, conhecer os recursos para reduzir esse risco. Para isso, deve-se usar preservativos, desenvolver bons hábitos de higiene e evitar a multiplicidade de parceiros sexuais. Estas medidas contribuem para que o sexo possa ser, além de prazeroso, seguro.

Por outro lado, algumas pesquisas revelam que exposições hormonais mais prolongadas, ao longo da vida, podem potencializar o aparecimento de câncer entre as mulheres. Neste caso, o tipo de neoplasia maligna mais comum é o câncer de endométrio (parte interna do útero), associado a uma exposição maior ao hormônio estrogênio, principalmente entre mulheres que têm uma história familiar de câncer de mama (mãe e/ou irmã com câncer diagnosticado antes de 50 anos de idade). Algumas situações da vida reprodutiva da mulher podem favorecer um maior tempo de exposição aos estrogênios, tais como menstruação precoce, menopausa tardia, primeira gestação completa acima dos 35 anos, ausência ou número reduzido de filhos.


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