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Histórico
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A história da Radioterapia do Instituto Nacional de Câncer (INCA) está estreitamente ligada à fundação do próprio Instituto

O Centro de Cancerologia, criado em 1938, contava com 40 leitos, um bloco cirúrgico, um aparelho de raios-X e outro de radioterapia. A direção da então "Roentgenterapia" coube ao Prof. Manoel de Abreu e, posteriormente, ao Dr. Osolando Judice Machado.

Em 1941, o então Centro de Cancerologia é ampliado e passa a se chamar Serviço Nacional de Câncer, subordinando-se ao Ministério da Saúde. Após dificuldades de instalação, mudou-se em 1946 para uma dependência do Hospital Gafrée e Guinle, e somente em 1957 transferiu-se para sua sede definitiva, no Centro do Rio de Janeiro.

Na ocasião, o Serviço de Radioterapia era chefiado pelo Dr. Osolando Machado e contava com um grupo de médicos com formação especializada composto pelos doutores Osvaldo Nunes Pereira, Adalberto Silva, Antonio Saul Gutman e Joaquim Teixeira de Freitas. O setor dispunha de um aparelho de telecobaltoterapia (Eldorado A), novidade para a época, e de um setor de Física Médica, chefiado pela Dra. Esther Nunes Pereira. Além disso, eram realizadas reuniões semanais para discussão de casos clínicos e adoção de condutas médicas. Tais condições atraíam, do Brasil e do exterior, candidatos à residência médica em radioterapia.

No ano de 1961, o Serviço Nacional de Câncer foi reconhecido oficialmente como Instituto Nacional de Câncer e lhe foram atribuídas novas competências nos campos assistencial, científico e educacional. Na época, o Serviço de Radioterapia adquiriu moderna aparelhagem, tal como o Theratron 60, primeiro equipamento isocêntrico da Instituição. Já em 1976 houve uma nova aquisição de equipamentos de última geração: um acelerador linear de alta energia com feixes de elétrons (Saturne 20), um equipamento isocêntrico de cobaltoterapia (o Theraron 780) e um simulador de radioterapia.

Em 1977 assumiu a chefia do setor o Dr. Sérgio Lannes Vieira, substituído em 1981 pelo Dr. Luis Souhami. Este permaneceu durante cinco anos no cargo. Nessa época, o INCA, reconhecido como um hospital assistencial, passou a dar maior importância à normatização de condutas e à produção científica.

Houve um expressivo aumento no registro de pacientes, além da incorporação de um novo grupo de médicos: Carlos Manoel, Luiz Henrique, Antonio Tadeu, Maria Izabel e Paulo Canary. Vários trabalhos científicos foram produzidos e publicados em revistas nacionais e estrangeiras. O setor de Física Médica contratou uma equipe atuante de profissionais que, chefiados pelo físico Pedro Paulo Pereira Jr., criaram uma infraestrutura sólida de dosimetria e otimizaram o funcionamento dos equipamentos instalados. O número de médicos residentes passou de três para seis por cada ano, e em 1989 foi criado o curso oficial de residência em Física Médica, com duração de dois anos.

A Radioterapia do INCA também desempenhou um papel fundamental na criação e aperfeiçoamento do Centro Nacional de Transplantes de Medula Óssea (CEMO), contribuindo com a utilização da técnica de Irradiação de Corpo Total. Na ocasião, foi instalado o primeiro Sistema de Planejamento Computadorizado - o Theraplan 11 - no setor de Física Médica.

Em 1993, o então chefe do setor, Dr. Carlos Manoel, e o chefe do setor de Física Médica, Dr. Pedro Paulo Pereira, perceberam a necessidade de melhorar a capacidade instalada do Serviço para continuar oferecendo curso formal de residência médica e assistência à população compatível com o avanço tecnológico internacional. Assim, uniram-se ao Dr. Carlos Eduardo de Almeida, do setor de Física Médica, e criaram um curso de aprimoramento e normatização para os procedimentos de braquiterapia de baixa taxa de dose no INCA. A partir de então, criou-se um projeto para renovação do parque de radioterapia e propôs-se uma nova filosofia de atendimento.

Como resultado, foram comprados dois aceleradores lineares de elétrons, um tomógrafo computadorizado simulador (dedicado), um sistema de planejamento tridimensional com duas estações de trabalho e um sistema de braquiterapia de alta taxa de dose. Atualizou-se, ainda, a oficina de moldagem e a estrutura do setor de Física Médica, capacitando-o para manter com qualidade o funcionamento dos seus aparelhos.

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