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Registro de câncer de base populacional: uma proposta para a apresentação dos dados pediátricos brasileiros
Resumo
O tumores da infância são raros, porém, por serem
curáveis, por terem grandes especificidades clínico-epidemiológicas
relativamente àqueles dos adultos, e por representarem a primeira causa de morte
por doença entre crianças, eles se constituem, nos países
desenvolvidos, em um importante objeto de estudo. A apresentação
de seus dados no modelo proposto para tumores do adulto não é
adequada nem fidedigna, primeiro, pela minimização que os tumores
ditos pediátricos sofrem, por causa da sua raridade, ao serem expressos
por 100.000 habitantes; segundo, por sua distribuição desigual
entre as faixas etárias preconizadas pelo modelo atualmente em vigência
(ou seja, a cada cinco anos); e, terceiro, pela importância maior da sua
classificação (exceto pelos tumores do sistema nervoso central) por
tipo cito-histopatológico do que por localização
primária, ao contrário do que se aplica ao adulto e no modelo atual.
Pelo presente trabalho, propõe-se que os tumores de crianças e
adolescentes sejam classificados, nos registros de câncer de base populacional
brasileiros, por tipo cito-histopatológico; que sejam distribuídos em
intervalos anuais, até os 15 anos de idade, e em percentagem do total dos
números absolutos; e que sejam incluídos todos os tumores do sistema
nervoso central, independentemente do seu grau de malignidade.
Trabalho realizado na Coordenação de Programas de
Controle de Câncer-Pro-Onco-Instituto Nacional do Câncer, Rio de Janeiro
Endereço para correspondência: Coordenação de Programas de Controle de Câncer-Pro-Onco-Instituto Nacional de Câncer - Av. Venezuela, 134 - Bloco A - 10° andar - 20081-310 - Rio de Janeiro - RJ.
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