Volume 47 n° 3



Artigo completo


Biópsia de linfonodo sentinela - Experiência clínica
Sentinel lymph node biopsy - clinical experience

Wagner Antonio Paz1, Soraya de Paula Paim2, Gustavo Lanza de Mello2, Kerstin Kapp Rangel3, Rodrigo Campos Christo4, Robson Gonçalves5, Maria Eulália Silva5, Adelanir Antônio Barroso6 e Antônio Francisco de Souza7

Resumo

A dissecção axilar representa hoje um dos tópicos mais controversos no tratamento do câncer de mama inicial. Paralelamente à necessidade do estadiamento axilar acurado está a elevada morbidade associada à linfadenectomia convencional. A biópsia de linfonodo sentinela está emergindo como um método de amostragem axilar seletiva, minimamente invasivo e altamente sensível para a identificação de metástases. Relatamos a experiência clínica inicial de nosso Serviço com a aplicação da técnica em 47 pacientes portadoras de câncer de mama, no período de dois anos. A linfocintilografia, utilizada como método de identificação do linfonodo sentinela, foi bem sucedida em 95,7% dos casos. A identificação do(s) linfonodo(s) de captação significativa foi possível em 91% das pacientes com linfocintilografia positiva. A média de LNS obtidos por paciente foi de 1,6. A análise histopatológica detalhada dos LNS foi obtida por cortes seriados. A imuno-histoquímica foi utilizada como método adicional em 12 casos. Houve apenas um caso de acometimento do linfonodo sentinela, no qual foi realizada dissecção axilar complementar. Neste caso, o linfonodo sentinela foi confirmado como único linfonodo axilar comprometido. Em nosso Serviço, a biópsia de linfonodo sentinela tornou-se o método padrão de abordagem axilar em pacientes portadoras de câncer de mama inicial com axila clinicamente negativa.
Palavras-chave: neoplasias mamárias; biópsia; linfonodo sentinela

1 Chefe do Serviço de Mastologia dos Hospitais Luxemburgo e Mário Penna. Enviar correspondência para W.A.P. Rua Gentios 1350, 30380-490 Belo Horizonte, MG, Brasil. Fax: (31) 3299.9931;
2 Médicos Assistentes do Serviço de Mastologia dos Hospitais Luxemburgo e Mário Penna;
3 Médica Residente do Serviço de Mastologia dos Hospitais Luxemburgo e Mário Penna;
4 Médico Assistente do Serviço de Mastologia do Hospital Felício Rocho;
5 Médicos Residentes do Serviço de Mastologia dos Hospitais Luxemburgo e Mário Penna;
6 Chefe do Serviço de Medicina Nuclear do Hospital Luxemburgo;
7 Chefe do Serviço de Anatomia Patológica dos Hospitais Luxemburgo e Mário Penna


Revista Brasileira de Cancerologia - Volume 47 n°3 Jul/Ago/Set 2001