Resumo
Apesar de não ser doença definidora
de AIDS, o risco relativo (RR) de DH é definitivamente maior
em pelo menos alguns subgrupos de pacientes com infecção
pelo HIV (HIVpos).
Uma vez que se evidenciou haver surgido uma entidade clínica
com características gerais distintas da DH, procurou-se estabelecer
o perfil epidemiológico da DH-HIV; determinar se haveria um subgrupo
específico de grande risco para o desenvolvimento desta nova
entidade, ou algum subgrupo em que não ela ocorresse; definir
o perfil biológico tumoral e a possibilidade dessas alterações
influenciarem características clínicas, o perfil de resposta
terapêutica e a sobrevida livre de doença.
Como os pacientes HIVpos se apresentam com Doença de Hodgkin
mais agressiva e alterações imunológicas que comprometem
a resposta terapêutica obtida na população geral,
a estratégia de tratamento para eles tem mudado, de forma a atingir
índices de remissão completa (RC) e sobrevida a longo
prazo maiores com o uso de esquemas anti-retrovirais altamente eficazes,
adaptações de esquemas quimioterápicos antigos
e novos protocolos terapêuticos.
O presente artigo apresenta e analisa os fatores que se encontram envolvidos
na patogênese e terapêutica da DH-HIV.
Palavras-chave: Doença de Hodgkin; HIV;
EBV; epidemiologia; patologia; terapia.