Vol.48 n° 4



Artigo completo


Punção aspirativa com agulha fina (PAAF) em nódulo da tireóide: análise de 61 casos*
Fine-needle aspiration biopsy of thyroid nodules: analysis of 61 cases

Orlando Jorge Martins Torres,1 Lia Raquel de Alcântara Caldas,2 Ricardo Lima Palácio,2 Rodrigo Palácio de Azevedo,2 Jairo Sousa Pacheco,3 José Lauletta Neto3 e Rosane Penha Macau4

Resumo

Quando um nódulo de tireóide é descoberto, exames de imagem isolados geralmente não são suficientes para caracterizar este nódulo como benigno ou maligno. A punção aspirativa com agulha fina (PAAF) da glândula tireóide tem se tornado uma modalidade dominante utilizada para avaliar a necessidade de ressecção de nódulos tireoidianos. Existem várias razões para amostras não serem diagnosticadas, incluindo material inadequado, colocação incorreta da agulha, patologistas inexperientes e diferentes critérios entre laboratórios.
O objetivo do presente estudo é analisar a punção aspirativa por agulha fina da glândula tireóide em pacientes submetidos à ressecção cirúrgica. No período de janeiro de 1998 a dezembro de 2000, 61 punções aspirativas com agulha fina foram realizadas. Cada registro citológico foi revisto com o material cirúrgico quando a ressecção foi realizada. Havia 56 pacientes do sexo feminino (91,8%) e 5 do sexo masculino (8,2%) com idade variando de 15 a 68 anos (média de 37,6 anos). Trinta aspirações foram categorizadas como benignas, dezoito como proliferação folicular, sete como malignas e em seis a citologia não foi diagnóstica. Os resultados mostraram uma sensibilidade de 81,2%, especificidade de 69,2% e acurácia de 72,7%. A punção aspirativa com agulha fina apresentou alta sensibilidade para neoplasia maligna e estes pacientes devem ser submetidos a ressecção cirúrgica.


Palavras-chave:neoplasias da tireóide; biópsia por agulha; nódulos da tireóide; punções; citodiagnóstico.

*Trabalho realizado na Disciplina de Clínica Cirúrgica III da Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

1Professor Livre-Docente e Coordenador da Disciplina de Clínica Cirúrgica III e do Mestrado em Clínica Cirúrgica da UFMA. Enviar correspondência para O.J.M.T. Rua Ipanema 01, Ed. Luggano 204 Bloco I; 65076-060 São Luís, MA - Brasil. E-mail: otorres@elo.com.br
2Estudante de Medicina - UFMA.
3Residente de Clínica Cirúrgica - UFMA.
4Professor do Departamento de Patologia - UFMA.
Recebido em dezembro de 2001.


Revista Brasileira de Cancerologia - Volume 48 n°4 Out/Nov/Dez 2002