Home » Agência INCA de Notícias » Arquivos
06/04/2006 - Prevenção do câncer de mama

Todo ano, mais de nove mil brasileiras morrem por câncer de mama. O medo de desenvolver a doença faz com que algumas mulheres recorram a procedimentos radicais e polêmicos. Um deles, a retirada profilática dos seios, é feito antes de qualquer indício de câncer, baseado nos fatores de risco. O método, no entanto, não é recomendado pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA).
 
Pesquisas recentes desenvolvidas nos Estados Unidos mostram que esse tipo de intervenção não evita o desenvolvimento da doença. Segundo Sérgio Melo, vice-diretor do Hospital do Câncer III, unidade do INCA especializada no tratamento de câncer de mama, “as chances de desenvolver um tumor podem até diminuir, mas o risco continua”. “A melhor estratégia é o diagnóstico precoce”, ensina.
 
Chamado de adenomastectomia, o procedimento consiste na substituição das mamas por uma prótese de silicone, preservando os mamilos e grande parte da pele da paciente. Na mastectomia, forma usual de tratamento, todos os tecidos são retirados, o que aumenta a margem de segurança. “No entanto, mesmo nesse caso há chances de recidiva”, observa Sergio Melo.
 
Outro método radical utilizado para combater o câncer de mama é a retirada dos ovários, que deve ser adotado com critério e, em casos específicos, como nos de mulheres jovens que não respondem às técnicas mais utilizadas. “Os ovários são responsáveis pela produção do estrogênio, hormônio responsável pelos caracteres sexuais femininos, que alimenta as células cancerosas. A retirada dos órgãos interrompe o processo de nutrição”, explica o médico. "Contudo, o procedimento serve para tratar, jamais para prevenir o câncer", ressalta.
 
"Em relação à prevenção, a hormonioterapia é uma das terapêuticas mais modernas", destaca o mastologista. É indicada especificamente para mulheres com altas chances de desenvolver câncer de mama ou que já tiveram a doença em um dos seios. Diferentemente da quimioterapia, que age diretamente nas células cancerosas, a hormonioterapia ataca, além do estrogênio, a progesterona, outro tipo de hormônio que alimenta essas células. O procedimento também combate a aromatose – enzima que transforma a gordura em estrogênio.
 
“O exame clínico das mamas seguido de acompanhamento médico, ainda é a melhor maneira de se defender da doença”, diz Sérgio Melo. O diagnóstico precoce eleva em 90% as chances de cura. Mulheres com 40 anos ou mais devem realizar o exame clínico das mamas peridiocamente. Entre 50 e 69 anos, toda mulher deve fazer uma mamografia a cada dois anos, no máximo. Aquelas que tiveram ou têm casos de câncer de mama na família (mãe, irmã, filha etc., diagnosticados antes dos 50 anos), ou que tiveram câncer de ovário ou câncer em uma das mamas, em qualquer idade, devem realizar o exame clínico e mamografia, a partir dos 35 anos de idade, anualmente.
 


Divisão de Comunicação Social • tel: (21) 2506-6103 • imprensa@inca.gov.br



Copyright © 1996-2014 INCA - Ministério da Saúde - Praça Cruz Vermelha, 23
Centro - 20230-130 - Rio de Janeiro - RJ - Tel. (21) 3207-1000
A reprodução, total ou parcial, das informações contidas nessa página é permitida sempre e quando for citada a fonte.
Gerenciado pelas divisões de Comunicação Social e Tecnologia da Informação