
Informações sobre a incidência de câncer originam-se principalmente dos Registros de Câncer de Base Populacional - RCBP. Tais informações são fundamentais para definir o papel de fatores etiológicos e estabelecer prioridades na prevenção, planejamento e gerenciamento dos serviços de saúde.
Câncer na Criança e no Adolescente no Brasil
O Instituto Nacional de Câncer (INCA) e a Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE) desenvolveram esta primeira publicação sobre tumores na infância e adolescência, de abrangência nacional, com o objetivo de descrever a incidência através das informações dos registros populacionais existentes no Brasil e a mortalidade obtida pelo Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde.
Registros de Câncer de Base Populacional
São centros sistematizados de coleta, armazenamento e análise da ocorrência e das características de casos novos (incidência) de câncer em uma população. Em 2003, foi publicado o terceiro volume do "Câncer no Brasil: Dados dos Registros de Base Populacional", que contou com a participação de dezesseis RCBP. Atualmente, encontram-se também disponíveis informações "on line" de dezenove RCBP.
Manual de Rotinas e Procedimentos
A Portaria Ministerial nº 2.607, de 28 de dezembro de 2005 que institui com recursos do Teto Financeiro de Vigilância em Saúde incentivo financeiro para custeio das atividades desenvolvidas pelo Registro de Câncer de Base Populacional - RCBP, se firma como instrumento legal para a consolidação das atividades desses registros no país, somando-se às ações do Instituto Nacional de Câncer em sua missão de estruturar um sistema de informação para vigilância em câncer em conjunto com a Secretaria de Vigilância em Saúde, estabelecendo que os RCBP devem manter seu funcionamento, informatizado, segundo os critérios técnico-operacionais estabelecidos e divulgados neste Manual de Rotinas e Procedimentos para Registros de Câncer de Base populacional.
Estimativa 2010: Incidência de Câncer no Brasil
As informações sobre incidência de câncer raramente estão disponíveis em nível nacional ou regional, deste modo, métodos que permitam obter estimativa de casos novos a partir das informações sobre incidência e mortalidade são de grande utilidade e oferecem um quadro geral sobre a distribuição dos padrões do câncer para o país e regiões.
Classificação Internacional do Câncer na Infância (3ª edição revisada)
A Classificação Internacional de Doenças para Oncologia, 3ª edição (CID-O3), introduziu modificações importantes principalmente para leucemias e linfomas, que são tipos importantes de câncer que ocorrem em crianças e adolescentes. Fez-se então necessária uma revisão da Classificação Internacional do Câncer na Infância (CICI-3). Assim, a CICI-3 classifica os tumores de acordo com a CID-O3 em 12 grupos principais, que se subdividem em 47 subgrupos.
