Dia Mundial sem Tabaco - 2012

Fumar: faz mal pra você, faz mal para o planeta (A interferência da indústria do tabaco)


Última modificação: 14/11/2018 | 10h38

O Dia Mundial Sem Tabaco – 31 de maio – foi criado em 1987 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para alertar sobre as doenças e mortes evitáveis relacionadas ao tabagismo. No Brasil, o INCA é o responsável pela divulgação e elaboração do material técnico para subsidiar as comemorações em níveis federal, estadual e municipal.

Em 2012, o tema escolhido pela OMS foi "A interferência da indústria do tabaco" para expor e combater as estratégias cada vez mais agressivas empreendidas pela indústria com os intuitos de diminuir a implantação das ações da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT) e manter o consumo e estimular a experimentação e iniciação do uso pelos jovens.

A fim de orientar a campanha à realização da Rio+20, o INCA irá abordar a interferência da indústria do tabaco em diferentes áreas da sociedade. A partir do conceito “Fumar: faz mal pra você, faz mal para o planeta”, a campanha mostrará como a cadeia produtiva do cigarro é prejudicial para os fumantes e também para quem trabalha na plantação de tabaco (uso de agrotóxicos e exposição a fatores de risco como raios solares, por exemplo), para os fumantes passivos e para o meio ambiente (desmatamento, incêndios e poluição do ar, ruas e água). Tal enfoque atende ao Artigo 18 da CQCT, que diz respeito à proteção ao meio ambiente e à saúde da população.

 

Interferência da Indústria do Fumo na sociedade

 

Entrave ao desenvolvimento

O Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional e outras instituições desenvolvimentistas da ONU, a reconheceram que o tabagismo agrava a fome, a pobreza e representa um entrave ao desenvolvimento sustentável dos países. Das 35 milhões de mortes anuais no mundo por DCNT, cerca de 80% ocorrem em países de baixa e média renda. Estima-se ainda que para cada 10% de aumento na mortalidade por DCNT, o crescimento econômico seja reduzido em 0,5%.

 

Meio ambiente

Cabe ressaltar ainda os impactos à saúde e ao meio ambiente gerado pelo cultivo de tabaco: a nicotina é rapidamente absorvida através da pele pelos fumicultores, provocando uma afecção chamada “doença do tabaco verde” (caracterizada por sintomas que incluem náusea, vômito, fraqueza, dor de cabeça, tonteira, dores abdominais, dificuldade para respirar e flutuações na pressão sangüínea).

 

Pesticidas

Além disso, para garantir uma folha de boa qualidade, a produção de tabaco requer o uso intensivo de pesticidas, que têm provocado danos à saúde dos agricultores e de suas famílias, como intoxicações agudas e incapacidade para o trabalho. Como se trata de uma produção familiar, as crianças também são atingidas.

 

Desmatamento

O cultivo do tabaco está também associado ao desmatamento, porque a madeira é freqüentemente usada como combustível para secar as folhas de tabaco. O desmatamento é associado a surtos de parasitismo e outras doenças infecciosas, ao favorecer a disseminação de mosquitos da malária ou larvas de água doce.

 

Trabalho infantil

É mais um dificultador ao desenvolvimento sustentável dos países produtores de tabaco. A dependência econômico-financeira dos fumicultores e a insuficiente e inadequada rede de serviços na zona rural, principalmente na área da educação, são as principais causas do trabalho infantil na lavoura de fumo, penalizando o desenvolvimento bio-psico-sócio-cultural de crianças e adolescentes.

 

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