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Qualidade da mamografia


Última modificação: 27/09/2021 | 18h11

A qualidade do exame mamográfico de rastreamento está diretamente relacionada à chance de detecção de uma alteração de pequeno tamanho ou baixa densidade. Enquanto um exame sem o adequado rigor de qualidade pode apresentar uma sensibilidade de 66%, um perfil mais criterioso em relação ao padrão de qualidade pode elevar a acurácia diagnóstica para faixa de 85% a 90% dos exames em mulheres com mais de 50 anos de idade, possibilitando a detecção de um tumor de pequeno tamanho e/ou baixa densidade em até dois anos antes de ocorrer acometimento linfonodal.

Para que a mamografia possa cumprir o seu objetivo, são requeridos o controle da dose da radiação e alta qualidade da imagem e da interpretação diagnóstica. Para tanto, são necessários equipamentos específicos e em perfeitas condições de funcionamento, técnica radiológica rigorosa e posicionamento corretos, assim como médicos interpretadores qualificados. Conhecimento, prática e dedicação dos profissionais envolvidos são requisitos fundamentais para a eficiência do diagnóstico precoce do câncer de mama por meio da mamografia.

No período de 2017 a agosto de 2021, o Programa de Qualidade em Mamografia do INCA  (PQM) avaliou 1112 processos na primeira fase (Figura 1).

 

Figura 1. Avaliação das doses e imagens do phantom 2017 – 2021

fluxograma com o processo de avaliação do PQN no período 2017 a 2021

Elaboração: Serviço de Qualidade de Radiações Ionizantes / Didepre.

 

Desse universo, 953 participaram da segunda fase. Foram avaliadas amostras de exames de 563 serviços, de 205 cidades, de 20 Unidades da Federação (Figura 2).

 

Figura 2. Avaliação da qualidade dos exames 2017 – 2021

fluxograma com os resultados das avaliações do PQN no período 2017 a 2021

Elaboração: Serviço de Qualidade de Radiações Ionizantes / Didepre.

 

Os exames avaliados vieram predominantemente de serviços particulares (80,6%), que atendem a convênios de saúde (84,3%), assim como também ao SUS (67,2%) e têm mamógrafos de tecnologia digital CR (68,4%).

Referências

 

TAPLIN, S.H., RUTTER CM, FINDER C, MANDELSON MT, HOUN F, WHITE E. Screening mammography: clinical image quality and the risk of interval breast cancer. AJR American journal of roentgenology. 2002;178(4):797-803

PERRY N., BROEDERS M., DE WOLF C., ET AL. European guidelines for quality assurance in breast cancer screening and diagnosis. 4th ed. Luxembourg: European Communities, 2006. Disponível em: http://ec.europa.eu/health/ph_projects/2002/cancer/fp_cancer_2002_ext_guid_01.pdf (abre em nova janela).  Consultado em 01/05/2021.

INTERNATIONAL ATOMIC ENERGY AGENCY, Quality assurance programme for digital mammography. Human health series No. 17. Vienna, 2011. Disponível em: https://www-pub.iaea.org/MTCD/Publications/PDF/Pub1482_web.pdf (abre em nova janela).

DIRETORIA COLEGIADA DA AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Resolução - RDC nº 330, de 20 de dezembro de 2019.

BRASIL, MINISTÉRIO DA SAÚDE, GABINETE DO MINISTRO. Portaria de Consolidação nº 5, de 28 de setembro de 2017. Consolidação das normas sobre as ações e os serviços de saúde do Sistema Único de Saúde. 2017.

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