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INCA integra missão que avalia projeto de cooperação técnica com Moçambique


Publicado: 20/02/2017 | 11h38
Última modificação: 30/04/2019 | 12h27

Representantes do INCA participaram da missão de avaliação do projeto “Fortalecimento das Ações de Prevenção e Controle do Câncer em Moçambique”, entre os dias 30 de janeiro e 3 de fevereiro, realizado por intermédio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC/MRE). O objetivo da missão foi verificar os resultados alcançados pela iniciativa.

O projeto de cooperação técnica internacional, realizado com o Ministério da Saúde de Moçambique (MISAU), tenta fortalecer as ações de prevenção e controle do câncer naquele país, por meio da capacitação de recursos humanos nas áreas de anatomia patológica, radioterapia, radiologia, registro de câncer e cuidados paliativos.

Sheila Pereira, responsável pela residência médica do INCA, destacou a importância da formação de residentes em oncologia e em área correlatas. “Essa experiência consolida a relação entre os países, instituições e serviços que atuam, tendo como mote ampliar e qualificar a linha de atenção oncológica, seja por meio da formação de recursos humanos, seja pela troca de experiências sobre o desafio que é para todos nós, brasileiros ou moçambicanos, a prevenção e o controle do câncer”, disse.

Segundo Rosenice Perkins Clemente, da área de Ensino Técnico e membro da missão que qualificou profissionais em cuidados paliativos, os ganhos advindos do projeto possibilitaram melhoras no serviço. “O projeto possibilitou a reflexão sobre a necessidade de aprimorar o atendimento aos pacientes e aos seus familiares que sofrem com doença oncológica avançada irreversível”, enfatizou.

Durante os cinco anos de vigência do projeto foram capacitados 43 profissionais de saúde de Moçambique, entre médicos, físico médicos, radiologistas, enfermeiros e técnicos em diversas áreas. Desses, 27 participaram de curso de atualização em cuidados paliativos realizado em Moçambique e 16 foram capacitados no INCA em residência médica, residência multiprofissional, cursos de especialização, aperfeiçoamento e atualização.

A avaliação constatou que a maioria dos profissionais capacitados continua atuando no sistema público de saúde moçambicano e que as atividades realizadas contribuíram para o avanço do “Programa Nacional de Controle do Cancro de Moçambique”, incluindo a implantação do primeiro serviço de radioterapia do país, com início das atividades previsto para maio de 2017.

Lívia Pasqualin, analista de cooperação internacional do INCA, destacou que “os resultados corroboram o potencial da cooperação Sul-Sul na capacitação de recursos humanos, fator primordial para a melhoria da qualidade do atendimento aos usuários de serviços da saúde dos países envolvidos. A parceria foi facilitada pela aproximação cultural e o idioma comum”.

Com resultados positivos, as instituições envolvidas planejam discutir propostas para a realização de uma segunda fase do projeto na área de prevenção e controle do câncer. No biênio 2016-2018, o Brasil assumiu a presidência da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) e uma das prioridades é a intensificação da cooperação técnica entre os países membros nas áreas de saúde, educação e assistência técnica para produção, entre outros setores.

A delegação brasileira também foi composta por representantes do Ministério da Saúde do Brasil e da ABC/MRE.

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