Estimativa 2020

Tabelas, Gráficos e Mapas

Apresentação


Última modificação: 17/12/2019 | 09h28
capa da publicação Estimativa 2020, Incidência de câncer no Brasil

Estamos vivendo um momento importante no Brasil, especificamente, na área da saúde pública, onde os vários sistemas de informação, de responsabilidade do Ministério da Saúde, sejam eles assistenciais ou epidemiológicos, estão em foco e têm sido referenciados como ferramentas importantes para o planejamento, gerenciamento e acompanhamento de situações de saúde, tomada de decisões e desenvolvimento de ações, com o propósito de gerar intervenções mais adequadas e oportunas frente às necessidades da população.

Nos dias de hoje, a informação, com base em dados válidos, confiáveis e atualizados, é considerada o principal ativo da sociedade. Ter a informação correta, no momento oportuno, faz a diferença para um planejamento estruturado e coerente com a realidade, permitindo ações eficazes e efetivas.

O Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), órgão do Ministério da Saúde, tem enfatizado sua responsabilidade em disseminar informações, com qualidade e atualidade, sobre a ocorrência e a distribuição do câncer no Brasil, que apoiem gestores, profissionais de saúde, pesquisadores e a sociedade em geral, pela apropriação do conhecimento sobre a nossa realidade.

Desde 1995, com o objetivo de prover de informações atualizadas e mais abrangentes esses profissionais comprometidos com a saúde da população e a sociedade, o INCA oferece as estimativas de casos novos de incidência de câncer para todos os anos. De 1995 até 2005, a periodicidade foi anual; em 2006, considerando-se que o câncer é uma doença crônica, sem apresentar mudanças em seu perfil para pequenos períodos de tempo, as estimativas passaram para uma regularidade bienal. Na atualidade, somando-se as características da doença com o amadurecimento dos sistemas de informação sobre câncer (em especial os registros de câncer), em relação à qualidade da informação e da manutenção de séries históricas, foi possível darmos um passo à frente e aplicar a metodologia que hoje adotamos, preconizada pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (Iarc) e utilizada nas estimativas globais (Globocan). Sendo assim, ampliamos o intervalo da publicação das estimativas para três anos, com a tranquilidade de oferecer um horizonte de planejamento para os gestores de nosso país.

Trata-se de uma publicação de natureza descritiva, com base em recomendações internacionais e agregada à experiência da equipe técnica do INCA. Com a contribuição de informações de 27 Registros de Câncer de Base Populacional (RCBP), integrando as informações de 321 Registros Hospitalares de Câncer (RHC) e uma série histórica de 38 anos de informações sobre mortalidade, foi possível produzir as informações desse novo volume das Estimativas de incidência: Incidência de Câncer no Brasil, para 2020-22, no qual foram consideradas 19 localizações específicas de câncer.

Reitera-se aqui a importância dessas informações, quando utilizadas, como subsídio fundamental, não somente para a gestão como também para a conscientização da população no enfrentamento do problema.

Esperamos que as estimativas 2020-22 promovam um olhar além da técnica, sejam mais voltadas para as boas práticas de controle do câncer e sirvam como um catalizador que estimule gestores, profissionais de saúde, pesquisadores, comunicadores e a sociedade em geral para a reflexão acerca da questão: precisamos buscar a qualificação e sustentabilidade dos sistemas de informação sobre câncer, assim como demais sistemas em saúde, para que os resultados obtidos criem os meios adequados para enfrentar os desafios de hoje e subsidiem, no amanhã, o desenvolvimento de ações eficazes para a saúde pública no Brasil.

 

Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva

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