Causas e Prevenção

Poeira de madeira


Última modificação: 14/11/2018 | 13h41

O pó de madeira é uma mistura complexa gerada quando a madeira é processada – cortada, serrada, torneada, perfurada ou lixada – para diversas finalidades, tais como fabrico de móveis e utensílios domésticos, extração de celulose, fabrico de postes, suportes, painéis de partículas e painéis de fibra  (MDF), e mais recentemente, uso conjunto com plásticos. Sua composição química depende da espécie de árvore, mas consiste principalmente de celulose, polioses, lignina, entre outras.


Formas de exposição

No trabalho:

  • A exposição ocupacional ao pó de madeira ocorre durante o uso de máquinas ou ferramentas para cortar ou moldar a madeira. Uma vez inalado, o pó é depositado no nariz, garganta e outras vias respiratórias. A quantidade de pó depositado dentro das vias aéreas depende do tamanho, forma e densidade das partículas e da força do fluxo de ar.

Ambiental:

  • A presença de poeira de madeira no meio ambiente vem de processos industriais que geram, manipulam e/ou utilizam pó de madeira, tais como: indústria moveleira, marcenaria, silvicultura, construção de barcos e navios, serralherias, produção de pranchas de madeira, contêineres de madeira, polpa e papel, construção civil, dentre outros.

Principais efeitos à saúde

A capacidade de se depositar no trato respiratório tem sido  associada a uma variedade de efeitos respiratórios alérgicos e não alérgicos como tosse seca, mal estar, bronquite crônica, dispneia, dor torácica, rinite, asma ocupacional, alveolites, déficit da função pulmonar, dermatites, conjuntivite, cefaleia. Também há associação entre  exposição a poeira de madeira e câncer de cavidade nasal, seios paranasais, laringe, pulmão, estômago, cólon e reto, leucemia, linfomas e mieloma múltiplo.


Medidas de controle

Recomenda-se, para exposição ocupacional a poeira de couro e de madeira:

  • Ventilação dos locais onde há presença de poeira através de exaustores, para remoção dos contaminantes do ambiente de trabalho;
  • Umidificação de locais cuja quantidade de poeira seja intensa;
  • Limpeza local das áreas que contém poeira;
  • Utilização e conservação de equipamentos de proteção individual (EPI); e
  • Treinamento dos trabalhadores.

Todas estas medidas apenas reduzem a exposição dos trabalhadores a esses agentes, mas não a elimina, o que não é garantia de integralidade da proteção à saúde dos trabalhadores e prevenção de doenças associadas.

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