Causas e Prevenção

Hidrocarbonetos Policíclicos Aromáticos - HPA


Última modificação: 20/08/2021 | 17h31

Os HPAs (Hidrocarbonetos Policíclicos Aromáticos) pertencem a uma classe de contaminantes de muito importantes para o ambiente, pois além de estarem presentes no ar, água, solo e alimentos, se degradam lentamente no ambiente e causam malefícios a saúde de seres humanos e outros organismos (IARC, 2010). O benzo(a)pireno é o HPA mais bem estudado, e já é comprovadamente cancerígeno (IARC, 2012).


Formas de exposição

No trabalho:

Os profissionais mais expostos a HPA, por via dérmica principalmente, são aqueles que realizam a liquefação e gaseificação de carvão, produção de coque, destilação de alcatrão de hulha, coberturas e pavimentação que envolvam a utilização do piche de carvão, produção de alumínio, fabricação de eletrodo de carbono, limpeza de chaminé, usinas de energia, queima de madeiras em fogões a lenha e lareiras, queima de rejeitos da agricultura, descarga de veículos automotores.

No ambiente:

Inalação ativa ou passiva da fumaça do cigarro, queima de madeira ou carvão e ainda por contaminantes presentes no ar. Outra via menos frequente é a ingestão de alimentos contaminados, tais como alimentos grelhados, churrascos, defumados e também alimentos assados, cozidos ou fritos a alta temperatura.


Principais efeitos à saúde

A exposição ocupacional a misturas contendo HPA está associada a diversos tipos de câncer: pulmão (produção de coque, gaseificação de carvão, cobertura e pavimentação que envolva piche de carvão, produção de alumínio e fuligem); pele (destilação de alcatrão de hulha e fuligem); bexiga (queima de carvão e produção de alumínio); esôfago e sistema hematopoiético (fuligem) (INCA, 2012).


Medidas de controle

A monitorização de trabalhadores expostos aos hidrocarbonetos é de grande utilidade na produção de informações, o que permite não apenas medidas para diminuir o problema, mas também a adoção de medidas preventivas, implicando em redução dos efeitos nocivos a saúde. Entretanto, este monitoramento deve considerar o estilo de vida do trabalhador (tabagismo, alimentação), assim como a poluição atmosférica da região de sua residência e do ambiente de trabalho, tendo vista a grande capacidade de espalhamento dos hidrocarbonetos e os demais fatores existentes (INCA, 2021).


Referências Bibliográficas

INTERNATIONAL AGENCY FOR RESEARCH ON CANCER. Chemical agen­tes and related occupations: a review of human carcinigens. Lyon, France IARC, 2012. p. 111-114. (IARC Monographs on the evaluation of carcinogenic risks to humans, v. 100F).

INTERNATIONAL AGENCY FOR RESEARCH ON CANCER. Some non-he­terocyclic polycyclic aromatic hydrocarbons and some related exposures. Lyon, France: IARC, 2010. (IARC Monographs on the evaluation of carcino­genic risks to humans, 92).

INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA. Diretrizes para a vigilância do câncer relacionado ao trabalho. Rio de Janeiro: INCA; 2012.

INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA. Ambiente, trabalho e câncer: aspectos epidemiológicos, toxicológicos e regulatórios / Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. – Rio de Janeiro: INCA, 2021.

 

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