Causas e Prevenção

Formol


Última modificação: 26/08/2021 | 11h13

O Formaldeído, conhecido  popularmente como Formol, é um gás à temperatura ambiente, incolor, estável, inflamável e de odor sufocante (UNITED STATES, c2019).

É um agente químico produzido em larga escala, notadamente em indústrias, laboratórios, hospitais, salões de cabeleireiros ou outros ambientes que manipulam diretamente a substância e expõem os trabalhadores a níveis mais elevados do que a população em geral (IARC, 2006).

O formaldeído pode receber diferentes denominações, conforme sua forma ou diluição. Na indústria, ele pode ser utilizado para o fabrico de desinfetantes, embalagens, cola, fertilizantes, materiais de construção, resina, vernizes, tintas, revestimentos, dentre outros. Na área biomédica, o formol é utilizado na formulação de conservantes de medicamentos e cosméticos, solventes, antisépticos e outros (INCA, 2021). A partir do ano 2000, a substância também passou a ser amplamente utilizada nas formulações de produtos para alisamento e redução de volume dos fios de cabelo (QUINTÃO, 2013).

O formol evapora em condições normais de temperatura e o contato direto com grandes concentrações se torna altamente perigosa à saúde humana podendo resultar em diversos agravos.

 O formaldeído é classificado como Grupo 1, ou seja, é um agente comprovadamente cancerígeno a seres humanos


Formas de exposição

O formaldeído oriundo dos produtos químicos é absorvido principalmente pelas mucosas do nariz, pelo trato respiratório superior e pelos olhos (BRUCKNER, 2013).

No trabalho:

Os profissionais mais propensos a exposição ao formol, principalmente por inalação, são os que trabalham com fabricação de resinas, de plásticos de tecidos, de madeira, de papel e celulose; fundições, indústria de construção; laboratório de anatomia e serviço de embalsamento; cabeleireiros (INCA, 2021; IARC, 2006).

No ambiente:

As principais fontes de formol são os processos de combustão, tais como: emissões de veículos motores, usinas/centrais elétricas, incineradores, refinarias, fogões à lenha e a gás, aquecedores de querosene, fumaças de incêndios e de cigarro (NIH, 2018; IARC, 2012).


Principais efeitos à saúde

Efeitos agudos:

Irritações nos olhos, no trato gastrointestinal ou nas membranas das mucosas das vias respiratórias.

Efeitos crônicos:

Asma, espasmos, tosse, chiado, edema pulmonar, além de câncer de nasofaringe, leucemia, cavidade nasal e de seios paranasais, pulmão e outros cânceres hematológicos.


Medidas de controle

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária vem aos poucos elaborando leis cada vez mais restritivas ao uso do formol e propondo substituição desse agente em vários produtos. No entanto, empenhos devem ser feitos em relação a fiscalização dos ambientes de trabalho.


Referências Bibliográficas

INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA. Ambiente, trabalho e câncer: aspectos epidemiológicos, toxicológicos e regulatórios / Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. – Rio de Janeiro: INCA, 2021.

INTERNATIONAL AGENCY FOR RESEARCH ON CANCER. Chemical agen­tes and related occupations: a review of human carcinigens. Lyon, France: IARC, 2012.

INTERNATIONAL AGENCY FOR RESEARCH ON CANCER. Formaldehy­de, 2- Butoxyethanol and 1-ter-Butoxypropan-2-ol. Lyon, France: IARC, 2006.

NATIONAL INSTITUTES OF HEALTH. Division of Occupational Health and Safety. Formaldehyde surveillance program. Bethesda: NIH, 2018.

QUINTÃO, A. M. P. O que ela tem na cabeça?: um estudo sobre o cabelo como performance identitária. 2013. 196 f. Dissertação (Mestrado em An­tropologia) –Instituto de Ciências Humanas e Filosofia, Universidade Fede­ral Fluminense, Niterói, 2013.

UNITED STATES. Environmental Protection Agency. Facts about Formal­dehyde. Washington, DC: Environmental Protection Agency, c2019.

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