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Artigo de profissionais do INCA dá orientações para detecção precoce do câncer durante a pandemia

Documento aborda recomendações para rastreamento de tumores malignos de mama e do colo do útero e detecção precoce de vários tipos da doença

Publicado: 19/04/2021 | 16h21
Última modificação: 20/04/2021 | 13h37

Médicos da Divisão de Detecção Precoce e Apoio à Organização de Rede do INCA (Didepre) acabam de publicar artigo científico orientando profissionais de saúde e gestores sobre como conduzir ações de rastreamento do câncer do colo do útero e de mama, bem como de diagnóstico precoce para vários tipos de câncer durante a pandemia da Covid-19 em 2021.

De acordo com o artigo Recomendações para detecção precoce de câncer durante a pandemia de Covid-19 em 2021 (abre em outra janela), “as ações de rastreamento durante a pandemia demandam análise criteriosa dos riscos e benefícios envolvidos, considerando o cenário epidemiológico (incidência e mortalidade por Covid-19) e a disponibilidade de leitos". Para os autores, o risco de protelar o rastreamento de câncer e o risco de contaminação pelo novo coronavírus e as consequências de cada uma dessas possibilidades devem ser analisados no nível local.

No ano passado, a Divisão divulgou duas notas técnicas, em diferentes momentos da pandemia (março e julho) com o objetivo de auxiliar no processo decisório, bem como oportunizar ao máximo as ações de detecção precoce de câncer, considerando o monitoramento constante da situação da pandemia na localidade.

“No artigo, atualizamos, ampliamos e aprofundamos tanto as recomendações para rastreamento de câncer, quanto para o diagnóstico precoce de casos com sinais e sintomas sugestivos de diversos tipos de câncer. Também fazemos recomendações de como os gestores devem monitorar a pandemia no nível local para ajustarem as ações de detecção precoce de câncer periodicamente ao longo deste ano. O objetivo é minimizar os riscos e maximizar os benefícios oferecendo oportunamente as ações mais efetivas de detecção precoce”, detalhou Arn Migowski, médico epidemiologista e chefe da Didepre, que assina o artigo junto com a médica ginecologista e pesquisadora do INCA Flávia de Miranda Corrêa.

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