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Avança criação da Rede de Pesquisa sobre Agrotóxicos e Saúde


Publicado: 17/05/2016 | 13h00
Última modificação: 19/02/2018 | 16h03

O grupo que trabalha pela construção da Rede de Pesquisa sobre Agrotóxicos e Saúde teve seu segundo encontro presencial. Pesquisadores, profissionais de saúde e militantes de movimentos sociais participaram, de 3 a 5 de maio, de mais uma oficina de trabalho para debater o termo de referência, o regimento interno e os princípios éticos do grupo. O evento ocorreu no Rio de Janeiro e contou com cerca de 50 participantes de várias partes do Brasil. O primeiro encontro ocorreu em novembro do ano passado.

O vice-diretor do INCA, Luis Felipe Ribeiro Pinto, parabenizou o grupo: “Evoluímos quando conseguimos nos organizar. O grande ganhador será a população brasileira, que consome agrotóxicos e não sabe dos riscos. É preciso conhecimento para fazer escolhas do que vai à mesa". 

Segundo Márcia Sarpa, pesquisadora da Unidade Técnica de Exposição Ocupacional, Ambiental e Câncer, “a rede tem como objetivo unir esforços interdisciplinares para gerar dados que servirão de subsídios para políticas públicas voltadas para o enfrentamento do uso de agrotóxicos no Brasil, além de incentivar modos de produção agrícola saudáveis".

Na ocasião, foram apresentadas experiências bem-sucedidas de redes de desenvolvimento, como a Comissão Nacional para Implementação da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (Conicq) e a Aliança de Controle do Tabagismo (ACT). Os integrantes da nova rede definiram grupos de trabalho para dar andamento às pesquisas. Os temas foram divididos em Participação e Mobilização Social, Meio Ambiente e Saúde, Economia e Agricultura, Direito e Saúde e Comunicação e Saúde.  

Atualmente, o Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos no mundo, com 19% do consumo do mercado global. Estudos epidemiológicos associam a exposição a esses produtos químicos ao desenvolvimento de vários tipos de câncer, disfunções endócrinas, alterações neurológicas, hepáticas, renais e imunológicas, e ao comprometimento do sistema reprodutivo e ocorrência de malformações congênitas. Os agrotóxicos também comprometem o solo, a água, a fauna, a flora e causam desequilíbrio no ecossistema ao atingir organismos vivos que não são prejudiciais à lavoura.
 

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