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Brasil quer ser primeiro país do mundo livre do tabaco

Compromisso para alcançar meta foi assumido pelo ministro da Saúde durante lançamento de relatório da OMS sobre epidemia global do tabagismo

Publicado: 29/07/2019 | 15h43
Última modificação: 16/08/2019 | 11h38
Carlos Leite
Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, faz pronunciamento durante o lançamento do Relatório da OMS sobre epidemia global de tabagismo. No palco, diversas autoridades que trabalham com saúde e controle do tabagismo

Ministro Mandetta: "Queremos ser o primeiro país livre do tabaco"

“Queremos ser o primeiro país livre do tabaco”. A manifestação é do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e foi feita durante a cerimônia de lançamento do sétimo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre epidemia global do tabagismo, na sexta-feira, 26, no Rio de Janeiro. Por ter implementado, no mais alto nível, as seis estratégias propostas no pacote intitulado MPower contra o tabagismo, o Brasil sediou o lançamento da sétima edição do relatório da OMS. O Brasil foi o segundo país a implementar as seis estratégias, todas com nível de excelência (o primeiro foi a Turquia). Por isso, sediar o lançamento do relatório é o reconhecimento da OMS pelo empenho dos governos comprometidos com a luta contra o tabaco.  

WHO Report on the global tobacco epidemic (Relatório da OMS sobre a epidemia global do tabaco) foi apresentado pelo diretor da Tobacco Free Initiative da OMS, Vinayak Mohan Prasad. De acordo com o documento, muitos governos estão fazendo progressos nesse campo. Cerca de 5 milhões de pessoas – quatro vezes mais do que há uma década -  vivem atualmente em países que introduziram pelo menos uma medida efetiva para o controle do tabaco, como advertências sanitárias nas embalagens, oferecimento de rede de assistência para quem quer deixar de fumar e aumento, em pelo menos 75%, dos impostos dos produtos derivados do tabaco. Essa, aliás, foi a última das seis medidas implementadas pelo Brasil: em 2018, os impostos sobre a marca mais vendida no País chegaram a quase 83% de acréscimo.

A diretora-geral do INCA, Ana Cristina Pinho, destacou a articulação intersetorial que permitiu que o Brasil conseguisse não só introduzir as seis medidas do plano MPower, mas também ocupar uma posição de liderança mundial na implementação da Convenção-quadro para o controle do Tabaco.

“Ainda temos muito o que fazer. Mas sem o apoio do Legislativo, as medidas de controle do tabaco demorariam muito mais tempo para serem aprovadas. Sem a Receita Federal, sem o Ministério da Justiça, sem o Ministério da Economia, não teríamos avançado tanto. O que se arrecada em impostos é troco perto do que se gasta com o tratamento das doenças relacionadas com o tabagismo. Nós queremos ser primeiro mundo quando se fala de saúde pública, da luta contra o tabagismo. Vamos ter um país livre do tabaco”, prometeu o ministro da Saúde.

Também participaram do lançamento do relatório da OMS, os ministros da Saúde do Uruguai e do Paraguai, respectivamente Jorge Basso e Júlio Daniel Insfran; o diretor-geral-assistente da OMS para Iniciativas Especiais, Ranieri Guerra; a chefe do secretariado da Convenção quadro da OMS,  Vera Luiza da Costa e Silva; o diretor do Departamento de Doenças Não Transmissíveis e Saúde Mental da OPAS, Anselm Hennis; a representante da OPAS no Brasil, Socorro Gross; a secretária municipal de saúde do Rio de Janeiro, Ana Beatriz Busch; o secretário estadual de Saúde, Edmar José Santos; a representante da Bloomberg Philanthropies (financiadora do relatório), Adrienne Pizatella; e o deputado Alexandre Serfiotis.