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Cuidado para todos é defendido em debate no INCA

Profissionais do Instituto e convidados avaliam que é preciso envolvimento individual e coletivo, público e privado, para igualdade em saúde

Publicado: 04/02/2022 | 14h31
Última modificação: 09/02/2022 | 10h59

É necessário o envolvimento de cada ente federativo e profissional de saúde, além de garantir informações confiáveis para auxiliar na equidade de acesso ao diagnóstico e tratamento do câncer. Essa foi a principal conclusão do debate on-line Somos Iguais e Diferentes: a Importância da Equidade no Controle do Câncer celebrando o Dia Mundial do Câncer (4 de fevereiro), que, no Brasil, é promovido pelo INCA.  O objetivo foi alertar a sociedade de como a falta de equidade custa vidas.

“As desigualdades em suas múltiplas formas são os maiores desafios que a gente precisa enfrentar no direito à saúde”, disse Luiz Chauvet, chefe de gabinete substituto do INCA.

“A abordagem do tema ‘câncer’ é fortemente influenciada pelas iniquidades”, analisou Gélcio Mendes, coordenador de Assistência do INCA. “Trabalhadores diferentes em áreas diferentes demandando cuidados diferentes”, exemplificou ao comentar as particularidades no esclarecimento a cada segmento da população.

A coordenadora de Prevenção e Vigilância do Instituto, Liz Almeida, identificou no “planejamento calcado em informação” a política pública essencial para garantir o acesso da população aos serviços de saúde em câncer. 

O debate foi aberto pela chefe de Gabinete da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, Maria Inês Gadelha, ressaltando que eventos como o Dia Mundial do Câncer motivam “consciências e obrigações de fazer por todos nós, individuais e coletivas”. 
A juíza da 15ª Vara Federal, Carmen Silvia Lima de Arruda, reconheceu a dificuldade de adequar os poucos recursos da Saúde às necessidades da população, como prevê a Constituição Federal de 1988. “Precisamos trabalhar juntos, unidos, por esse bem comum”, defendeu. 

A diretora-geral do INCA, Ana Cristinha Pinho, reconheceu que vencer as desigualdades na área oncológica ainda são enormes. “No entanto, quando nos conscientizamos e agimos com base em dados confiáveis, de maneira planejada, organizada e integrada, podemos reduzir essas desigualdades e oferecer informação, prevenção, diagnóstico e tratamento adequado de forma oportuna ao alcance de todos”.
A diretora também apresentou a campanha deste ano, “Cuidado para todos”( Close the care gap).

O Dia Mundial do Câncer é coordenado pela União Internacional para o Controle do Câncer (UICC), instituição que reúne mais de mil organizações ligadas ao câncer em cerca de 160 países. No Brasil, nas redes sociais, a campanha planeja apresentar à população a importância da equidade na saúde para o controle do câncer usando a hashtag #CuidadosParaTodos. 

Coerente com a proposta de equidades da campanha, todos os participantes do evento descreveram-se para os internautas com deficiência visual. O debate também teve intérpretes de libras (profissionais que dominam a língua de sinais e a falada em um país) para atender às pessoas surdas. A equipe de intérpretes integra a Diretoria de Acessibilidade da Universidade Federal do Rio de Janeiro e é coordenada pelo professor Alex Sandro Lins. No evento, os intérpretes foram Eberson Sarmento, Gracielle de Menezes e Emile de Assis.

O evento teve como mestre de cerimônias a jornalista Eliane Pegorim, do Serviço de Comunicação do INCA, e o debate foi mediado por Camila Moraes, jornalista da Rádio Tupi, do Rio de Janeiro.
 

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