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Diretrizes americanas aumentam idade para início do rastreamento do câncer de mama


Publicado: 21/10/2015 | 10h35
Última modificação: 26/07/2018 | 17h12

A Sociedade Americana de Câncer (ACS, na sigla em inglês) definiu 45 anos como idade mínima para início do rastreamento com mamografia, e não mais 40. De acordo com a ACS, o exame deve ser anual até os 54 anos. A partir daí, a recomendação é que o Raio-X da mama seja feito a cada dois anos enquanto a expectativa de vida da mulher for de pelo menos mais 10 anos.

Da mesma forma que as Diretrizes para a Detecção Precoce do Câncer de Mama no Brasil, recém-aprovadas pelo Ministério da Saúde,  a sociedade americana também não recomenda mais o exame clínico da mama nem o autoexame, pois pesquisas mostram que eles não trazem um benefício claro para as mulheres.

A entidade justifica ter aumentado a idade de início do rastreamento pelo fato de que a mamografia pode, em determinadas condições, detectar tumores que seriam inofensivos, mas cuja investigação envolve testes mais invasivos que ocasionam riscos, dor, ansiedade, entre outros malefícios. Segundo a sociedade, somente a partir dos 45 anos os benefícios da mamografia superam seus riscos.

Apesar de a sociedade não recomendar mais o autoexame, ela observa que as mulheres devem ficar atentas à saúde de suas mamas e comunicar seu médico sobre qualquer alteração que observarem.

Essas recomendações valem apenas para pacientes com baixo risco de desenvolver câncer.  No caso das mulheres com familiares que foram diagnosticadas com câncer de mama, a recomendação deve ser personalizada, especialmente no caso das que tenham mutações genéticas associadas ao desenvolvimento da doença.
 
 

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