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INCA estima quase 600 mil casos novos de câncer para 2016


Publicado: 27/11/2015 | 14h00
Última modificação: 26/07/2018 | 17h12

O aumento da expectativa de vida, a urbanização e a globalização são alguns dos fatores que podem explicar parte dos 596 mil novos casos de câncer que o INCA estima que afetarão os brasileiros no próximo ano. Os principais tipos que ocorrerão no País serão, por ordem de incidência, os de pele não melanoma (para ambos os sexos), o de próstata e o de mama. Outros cânceres cuja incidência merece destaque são os do intestino grosso (terceiro mais incidente entre as mulheres e o quarto entre os homens); pulmão (terceiro entre os homens e quinto entre as mulheres), colo do útero (quarto mais comum nas mulheres); estômago (quinto entre os homens e sexto entre as mulheres); e cavidade oral (sexto mais comum entre os homens).

Os números foram apresentados hoje, 27, Dia Nacional de Combate ao Câncer, em solenidade no auditório do prédio-sede do INCA, no Rio. Por se tratar de uma doença associada principalmente ao envelhecimento, quanto maior a expectativa de vida da população, maior costuma ser a incidência do câncer. Além da idade, outros fatores de risco já relacionados com o aumento da chance de desenvolver o câncer são o tabagismo, a obesidade, o sedentarismo, o consumo de carnes processadas (linguiça, salsicha, embutidos em geral) e o etilismo (consumo de álcool).
 
"Por isso, a mudança do comportamento dos adultos e a disseminação de hábitos saudáveis desde os primeiras anos de vida são essenciais para que haja uma mudança de cenário e cerca de um terço dos casos estimados de câncer possa ser prevenido", disse o diretor-geral em exercício do INCA, Luis Felipe Ribeiro Pinto. Atualmente, o câncer é a segunda maior causa de morte no Brasil, com 190 mil óbitos por ano.
 
Entre os homens, são esperados 295.200 novos casos de câncer, e entre as mulheres, 300.870. Excluindo-se  o câncer de pele não melanoma (175.760 casos previstos, que correspondem a 29% do total estimado), esses números caem, respectivamente para 214.350 e 205.9960.
 
Como o Brasil é um país muito extenso e com diferenças socioculturais e econômicas significativas entre as regiões, as taxas brutas (número de casos a cada 100 mil habitantes) também sofrem variações importantes conforme a região geográfica. Entre as mulheres, a Região Norte é a única onde o câncer de mama não será o mais incidente, excluindo-se o câncer de pele não melanoma. Lá, o tipo da doença que afeta o sexo feminino mais frequentemente é o câncer do colo do útero, que na classificação nacional ocupa a terceira posição. Já na Região Sul, colo do útero é o quarto tipo mais comum.

No sexo masculino, sem levar em consideração o câncer de pele não melanoma, o câncer de pulmão é o segundo mais incidente no País. Já no Norte e no Nordeste, os tumores malignos de estômago ocupam esta colocação. Este tipo de câncer pode estar relacionado a condições socioeconômicas menos favoráveis (o tabagismo e o consumo de alimentos conservados no sal contribuem para o aumento do risco).

As estimativas servem principalmente para o planejamento, por parte dos gestores de saúde, de ações e programas de controle do câncer. A projeção para 2016 inclui 19 tipos de câncer e é feita com base nas informações geradas pelos Registros de Câncer de Base Populacional e o Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde.

Acesse as apresentações e aspectos referentes à incidência por região, sexo e tipos de câncer no hotsite.

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