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INCA lança publicação sobre cigarro eletrônico


Publicado: 13/12/2016 | 13h21
Última modificação: 11/06/2019 | 10h56
Mulher à frente de uma plateia e ao lado de uma imagem de um cigarro eletrônico projetada em uma tela

Stella Martins palestrou durante o lançamento da publicação "Cigarros eletrônicos: o que sabemos?"

Cigarros eletrônicos: o que sabemos?, publicação elaborada pela especialista em dependência química pela Universidade Federal de São Paulo Stella Regina Martins, em parceria com o INCA e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), foi lançada, na última sexta-feira. A publicação revisa artigos publicados sobre a composição do vapor dos cigarros eletrônicos e os danos causados à saúde, a redução de danos e o tratamento para dependentes de nicotina.

No lançamento, durante o Encontro Anual de Coordenadores Estaduais do Programa Nacional de Controle do Tabagismo, no Rio, Stella Martins destacou que os estudos desenvolvidos até o momento revelam que os dispositivos eletrônicos de fumar não são seguros para inalação, e que foram encontradas nos líquidos utilizados no dispositivo substâncias classificadas como citotóxicas, carcinogênicas, irritantes, causadoras do enfisema pulmonar e de dermatite, além de 0 a 36 mg de nicotina por mililitro, sendo no cigarro normal permitido apenas 1 mg de nicotina por mililitro. “Além dos casos de intoxicação, os dispositivos já foram responsáveis por casos de explosões com sérios danos às vítimas", contou a especialista.

O INCA coordena o Programa Nacional de Controle do Tabagismo desde 1989. O Programa tem como objetivo reduzir a prevalência de fumantes e a consequente morbimortalidade relacionada ao consumo de derivados do tabaco por meio de ações educativas, de comunicação, de atenção à saúde, associadas às medidas legislativas e econômicas, para prevenir a iniciação do tabagismo, promover a cessação de fumar e proteger a população da exposição à fumaça ambiental do tabaco.

Em 1989, 34,8% da população acima de 18 anos era fumante, de acordo com a Pesquisa Nacional sobre Saúde e Nutrição (PNSN). Já em 2015, segundo dados do Vigitel 2014, 10,8% dos brasileiros fumam. Em 1997, o INCA se tornou Centro Colaborador da OMS para o Controle do Tabaco e passou a exercer também a Secretaria Executiva da Comissão Nacional para a Implementação da Convenção-Quadro para o Controle de Tabaco (Se-Conicq).

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