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Livro inédito de comunicação mostra experiência do INCA no enfrentamento do câncer por meio da mídia

Obra mostra que a doença também se combate com informação pública de qualidade

Publicado: 29/11/2018 | 17h37
Última modificação: 05/12/2018 | 11h44
Foto: 
Carlos Leite/INCA

Debatedores abordaram os desafios para a comunicação pública

Parte das estratégias de comunicação para o controle do câncer, aplicadas pelo Serviço de Comunicação Social do INCA, estão reunidas no livro Comunicação como Estratégia para a Política de Controle do Câncer: a Experiência do INCA. A publicação foi lançada hoje, dentro das comemorações do Dia Nacional de Combate ao Câncer (27 de novembro). O evento contou com debate com especialistas em Comunicação e em Saúde Pública, mediado pelo jornalista da Comunicação do Instituto e professor Nemézio Amaral Filho, organizador da obra.

O livro é o primeiro do gênero no País e traz a experiência de profissionais do Serviço de Comunicação, que, ao longo de anos, atuam com o objetivo de esclarecer e mobilizar o público em diferentes aspectos visando ao controle do câncer do Brasil.

A diretora-geral do INCA, Ana Cristina Pinho, disse que a Comunicação Social do INCA é estratégica e tem a missão de fazer uma comunicação pública responsável. “Esse é um desafio permanente e constante, ainda mais nesses tempos de fake news (notícias falsas) e redes sociais. O câncer também se enfrenta com informação de qualidade.”.

Representando o Serviço de Comunicação Social, o relações públicas Marcos Vieira, há duas décadas na instituição, lembrou que o INCA reconhece a relevância da comunicação em saúde desde os primórdios. Citou seu primeiro diretor, Mário Kroeff, e seus esforços para desconstruir a crença do câncer como doença incurável. “Não é de surpreender que a comunicação faça parte da cultura do INCA”, observou, complementando que a proposta da Comunicação em lançar o livro foi a de produzir conhecimento sobre comunicação em saúde no serviço público.

O coordenador de Ensino do INCA, Mauro Zamboni, lembrou que na Portaria 874 do Ministério da Saúde, que instituiu a Política Nacional de Prevenção e do Controle do Câncer, traz entre seus princípio e diretrizes, um tópico específico relacionado à comunicação em saúde.

Nemézio disse que a construção do livro é o resultado de um processo de mais de 20 anos e que agora o trabalho e experiências estão colocadas “ao escrutínio público”. O debate contou com os especialistas em comunicação: a pesquisadora Kátia Lerner (Fiocruz); o professor Eduardo Guerra Murad (UERJ); a jornalista Flávia Junqueira (Jornal Extra), e a chefe da Divisão de Pesquisa Populacional do INCA, Liz Almeida.

Os debatedores comentaram a importância da comunicação pública nos tempos atuais, nos quais há a concorrência de tantos discursos, muitos deles criados com o propósito de desacreditar a comunicação legítima.

“A comunicação pública é fundamental em tempos em que as autoridades tradicionais estão em xeque. Os discursos concorrentes não são necessariamente boatos. Eles são construídos utilizando lógicas racionais e por isso passam por verdade”, observou Kátia Lerner.

Eduardo falou da dificuldade de a comunicação pública chegar efetivamente aos múltiplos públicos, devido aos interesses conflitantes de empresas, grupos políticos, instituições etc. “O leitor, o usuário não é mais exclusivamente receptor; é também produtor de conteúdo.” Além disso, ele frisou a necessidade de a comunicação pública se dar em linguagem acessível, adequada aos diferentes públicos com os quais se pretende dialogar.

Liz Almeida concordou que os órgãos públicos, por mais credibilidade que tenham com a sociedade, “não são mais os donos da verdade”. “Embora baseemos nossas informações em evidências científicas, elas vão vir junto com outras, algumas propositalmente geradas de má-fé”.

Com 20 anos de atuação na imprensa, Flávia Junqueira disse lidar com informações contraditórias sobre o câncer, vindas de órgãos públicos, sociedades médicas e grupos de pacientes, visando interesses distintos.

Outro aspecto abordado durante o debate foi como a visibilidade do câncer na mídia se alterou: de “aquela doença” – da qual não se falava sequer o nome à doença de maior visibilidade nos meios de comunicação de massa. “A narrativa sobre o câncer foi do medo à superação”, comentou Kátia. Flávia corroborou, dizendo que o tema “câncer” gera bastante interesse no público do jornal Extra, por exemplo.

Parte das estratégias de comunicação para o controle do câncer, aplicadas pelo Serviço de Comunicação Social do INCA, estão reunidas no livro Comunicação como Estratégia para a Política de Controle do Câncer: a Experiência do INCA. A publicação foi lançada hoje, dentro das comemorações do Dia Nacional de Combate ao Câncer (27 de novembro). O evento contou com debate com especialistas em Comunicação e em Saúde Pública, mediado pelo jornalista da Comunicação do Instituto e professor Nemézio Amaral Filho, organizador da obra.

O livro é o primeiro do gênero no País e traz a experiência de profissionais do Serviço de Comunicação, que, ao longo de anos, atuam com o objetivo de esclarecer e mobilizar o público em diferentes aspectos visando ao controle do câncer do Brasil.

A diretora-geral do INCA, Ana Cristina Pinho, disse que a Comunicação Social do INCA é estratégica e tem a missão de fazer uma comunicação pública responsável. “Esse é um desafio permanente e constante, ainda mais nesses tempos de fake news (notícias falsas) e redes sociais. O câncer também se enfrenta com informação de qualidade.”.

Representando o Serviço de Comunicação Social, o relações públicas Marcos Vieira, há duas décadas na instituição, lembrou que o INCA reconhece a relevância da comunicação em saúde desde os primórdios. Citou seu primeiro diretor, Mário Kroeff, e seus esforços para desconstruir a crença do câncer como doença incurável. “Não é de surpreender que a comunicação faça parte da cultura do INCA”, observou, complementando que a proposta da Comunicação em lançar o livro foi a de produzir conhecimento sobre comunicação em saúde no serviço público.

O coordenador de Ensino do INCA, Mauro Zamboni, lembrou que na Portaria 874 do Ministério da Saúde, que instituiu a Política Nacional de Prevenção e do Controle do Câncer, traz entre seus princípio e diretrizes, um tópico específico relacionado à comunicação em saúde.

Nemézio disse que a construção do livro é o resultado de um processo de mais de 20 anos e que agora o trabalho e experiências estão colocadas “ao escrutínio público”. O debate contou com os especialistas em comunicação: a pesquisadora Kátia Lerner (Fiocruz); o professor Eduardo Guerra Murad (UERJ); a jornalista Flávia Junqueira (Jornal Extra), e a chefe da Divisão de Pesquisa Populacional do INCA, Liz Almeida.

Os debatedores comentaram a importância da comunicação pública nos tempos atuais, nos quais há a concorrência de tantos discursos, muitos deles criados com o propósito de desacreditar a comunicação legítima.

“A comunicação pública é fundamental em tempos em que as autoridades tradicionais estão em xeque. Os discursos concorrentes não são necessariamente boatos. Eles são construídos utilizando lógicas racionais e por isso passam por verdade”, observou Kátia Lerner.

Eduardo falou da dificuldade de a comunicação pública chegar efetivamente aos múltiplos públicos, devido aos interesses conflitantes de empresas, grupos políticos, instituições etc. “O leitor, o usuário não é mais exclusivamente receptor; é também produtor de conteúdo.” Além disso, ele frisou a necessidade de a comunicação pública se dar em linguagem acessível, adequada aos diferentes públicos com os quais se pretende dialogar.

Liz Almeida concordou que os órgãos públicos, por mais credibilidade que tenham com a sociedade, “não são mais os donos da verdade”. “Embora baseemos nossas informações em evidências científicas, elas vão vir junto com outras, algumas propositalmente geradas de má-fé”.

Com 20 anos de atuação na imprensa, Flávia Junqueira disse lidar com informações contraditórias sobre o câncer, vindas de órgãos públicos, sociedades médicas e grupos de pacientes, visando interesses distintos.

Outro aspecto abordado durante o debate foi como a visibilidade do câncer na mídia se alterou: de “aquela doença” – da qual não se falava sequer o nome – à doença de maior visibilidade nos meios de comunicação de massa. “A narrativa sobre o câncer foi do medo à superação”, comentou Kátia. Flávia corroborou, dizendo que o tema “câncer” gera bastante interesse no público do jornal Extra, por exemplo.

Assista ao vídeo da cerimônia de lançamento do livro e do debate

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