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Luis Fernando Bouzas toma posse como diretor-geral do INCA

A cerimônia foi marcada pelo reconhecimento do trabalho e da dedicação dos profissionais do Instituto

Publicado: 18/12/2015 | 10h04
Última modificação: 26/04/2019 | 17h13
Luis Fernando Bouzas assinando o termo de posse. Do lado esquerdo dele está sentada uma mulher e do direito três homens.

Luis Fernando Bouzas assina termo de posse

Com mais de três décadas dedicadas ao INCA, o médico Luis Fernando Bouzas tomou posse na última quarta-feira como novo diretor-geral do Instituto. Na presença da força de trabalho e de autoridades da saúde pública municipal, estadual e federal, Bouzas reafirmou o compromisso com a instituição e com o Sistema Único de Saúde (SUS).

Participaram da posse o secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Alberto Beltrame; o diretor do Departamento de Gestão Hospitalar no Estado do Rio de Janeiro, Paulo Henrique Ferreira de Melo; e representantes das secretarias municipal e estadual de Saúde do Rio de Janeiro, do Instituto Nacional de Cardiologia, do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, do Hemorio e dos hospitais federais de Bonsucesso, de Ipanema, do Andaraí e da Lagoa. Também compareceu o presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Paulo Gadelha.

A cerimônia foi marcada pelo reconhecimento do trabalho e da dedicação dos profissionais do Instituto, que mantêm vivo o orgulho de ser INCA. Bouzas destacou a importância da união entre os servidores e do trabalho integrado e multidisciplinar para a manutenção da excelência do Instituto em todas as suas áreas de atuação: assistência, ensino, pesquisa e prevenção.

Nos próximos dois anos, o INCA estima que ocorram mais de um milhão de novos casos de câncer no Brasil. Para lidar com essa realidade, “será imprescindível termos um INCA forte, ágil, com a devida autonomia e valorização de sua força de trabalho. Sempre dando importância aos avanços tecnológicos, mas sem jamais esquecer a ternura, a solidariedade, o acolhimento e a humanização", ressaltou o médico.

Para Bouzas, os próximos desafios demandarão mais formação de recursos humanos, desenvolvimento de um plano para levar informações sobre os fatores de risco à população e um trabalho em rede para ações de controle do câncer nas regiões brasileiras. A liderança do INCA nesse processo foi destacada pelo secretário Alberto Beltrame.

“Eu não consigo imaginar uma atribuição de política nacional de oncologia e atenção ao paciente oncológico, da prevenção aos cuidados paliativos, sem a participação e o protagonismo dessa casa, dos servidores que vivem essa causa há 78 anos", ressaltou Beltrame. Em vídeo, o ministro da Saúde, Marcelo Castro, parabenizou o novo diretor-geral do Instituto.

“O INCA é um órgão importante do Ministério da Saúde, que atua diretamente no desenvolvimento e coordenação das ações integradas para prevenção e controle do câncer no Brasil. Tenho certeza de que Bouzas utilizará todo seu conhecimento para executar com maestria a nova função. E tenha certeza que eu, como ministro da Saúde, estou à sua disposição para avançarmos juntos no atendimento oncológico do nosso País. Chegou a hora de uma nova missão, uma grande missão", encerrou o ministro.

Graduado em Medicina pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Bouzas possui mestrado em Clínica Médica – Hematologia, MBA em Administração em Saúde pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e doutorado em Atenção em Câncer - Oncologia pelo INCA. A nomeação foi publicada no Diário Oficial da União do dia 7 de dezembro. Servidor público há 40 anos, sendo 32 deles no INCA, Bouzas atuava como diretor do Centro de Transplante de Medula Óssea (Cemo/INCA) desde 2004.

Bouzas é coordenador do Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), coordenador-médico do Banco de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário do INCA e coordenador da Rede de Bancos Públicos de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário (Rede BrasilCord). Durante sua gestão como diretor do Cemo, o número de doadores de medula óssea cadastrados no Redome saltou de cerca de 50 mil no início de 2004 para os atuais 3,8 milhões. Destaca-se também a criação do Registro Nacional de Receptores de Medula Óssea (Rereme) para cadastramento de pacientes com indicações para transplante não-aparentado.

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