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Ministério da Saúde alerta responsáveis e profissionais de saúde para o câncer em crianças

​Campanha nas redes sociais marca o Dia Internacional de Luta Contra o Câncer Infantil

Publicado: 15/02/2019 | 12h00
Última modificação: 29/04/2019 | 12h37

Os sintomas do câncer infantil muitas vezes são parecidos com os de doenças comuns entre as crianças. Por isso, consultas frequentes ao pediatra são fundamentais. Sãos esses profissionais que podem identificar os primeiros sinais de câncer e encaminhar a criança para investigação diagnóstica e tratamento especializado.

No Dia Internacional de Luta contra o Câncer Infantil, o Ministério da Saúde lançou alerta nas redes sociais lembrando que crianças não costumam inventar sintomas: pais e/ou responsáveis devem estar alertas às queixas dos pequenos e, ao sinal de alguma anormalidade, levá-los para avaliação de um profissional de saúde.

Alguns sintomas são: palidez, manchas roxas, dor na perna, caroços e inchaços indolores, perda de peso inexplicável, aumento da barriga, dor de cabeça e sonolência.

Pais e profissionais de saúde precisam ficar atento, observar e não perder tempo. No Brasil, para o ano 2018, o INCA, estimou 12.500 novos casos de câncer infantil, e 2.704 mortes. Em todo o mundo, segundo a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (Iarc, na sigla em inglês), estima-se que, todos os anos, 215.000 casos são diagnosticados em crianças menores de 15 anos, e cerca de 85.000 em adolescentes entre 15 e 19 anos.

 

Iarc

Para ajudar a entender melhor e combater o câncer infantil, a Iarc se uniu à recém-formada Iniciativa Global da Organização Mundial da Saúde para o Câncer Infantil. A Iniciativa busca reduzir as desigualdades no acesso ao diagnóstico e na qualidade do tratamento e, assim, melhorar os resultados do tratamento para todas as crianças, especialmente aquelas que vivem em países com recursos limitados.

Dados de alta qualidade sobre a incidência e a sobrevida do câncer na infância são fundamentais para melhor entender e combater a doença.

“Muitos países desconhecem a extensão do ônus do câncer infantil”, diz a diretora do Iarc, a brasileira Elisabete Weiderpass. “A falta de dados de alta qualidade impede que os governos identifiquem políticas eficientes de saúde pública e respondam às necessidades dos pacientes.”

A Iniciativa Global tem o objetivo de alcançar uma taxa de sobrevivência de pelo menos 60% para crianças com câncer globalmente até 2030. Essa meta representa uma duplicação aproximada da taxa de sobrevivência atual e, alcançando, economizará 1 milhão de vidas na próxima década. A taxa de sobrevida média no Brasil é de 64%.

Saiba mais sobre o câncer infanto-juvenil.