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Número de brasileiras que fazem exame preventivo está muito próximo da meta da OMS


Publicado: 21/08/2015 | 12h41
Última modificação: 26/07/2018 | 17h12

Mais de 79% das brasileiras entre 25 e 64 anos fizeram o exame preventivo ginecológico no intervalo entre 2010 e 2013, de acordo com os números da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), divulgados hoje (21/8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) Ficaram faltando apenas seis décimos para bater a meta da Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 80%. Já em relação à mamografia, ainda é preciso melhorar o índice: 60% do público-alvo - mulheres entre 50 e 69 anos - fizeram o exame nos dois anos anteriores à pesquisa, enquanto o parâmetro da OMS é 70%. Em ambos exames, as mulheres brancas, com mais anos de estudos e moradoras das regiões Sul e Sudeste ficaram acima da média nacional.

De acordo com o ministro da Saúde, Arthur Chioro, não há falta de oferta de mamografia nas regiões Norte e Nordeste, que registraram os índices mais baixos. Segundo ele, o aumento do número de médicos no País vai aumentar a adesão ao exame. "A pesquisa foi feita em 2013, antes do início do programa Mais Médicos. Naquela época, entre 13 mil e 15 mil equipes de Saúde da Família estavam sem médicos. Temos que investir na busca ativa, captar essas mulheres na Atenção Básica. Trazê-las para a oferta que já está disponível no Sistema Único de Saúde", ponderou.

Dos números apresentados na pesquisa, o que mais preocupou o ministro foi o índice elevado de crianças abaixo de dois anos que consomem biscoitos e bolos (60,8%) e refrigerantes e sucos artificiais (32,3%). "Objetivamente podemos ver que está havendo a substituição do padrão alimentar das crianças por produtos superprocessados. Isso precisa ser revisto. É preciso retomar hábitos alimentares saudáveis", enfatizou Chioro, completando que 74% das mortes no País são causadas por Doenças Crônicas não Transmissíveis, que tem entre os principais fatores de risco a obesidade e o tabagismo.

A circunferência da cintura de homens e mulheres também foi medida neste ciclo da PNS e evidenciou que as mulheres estão correndo mais risco: 52,1% das brasileiras têm a cintura mais larga que o limite recomendado, que é de 88 cm. entre os homens, o índice ficou em 21,8% (entre eles o limite é 102 cm). Os percentuais crescem à medida que a idade aumenta em ambos os sexos, chegando, respectivamente, a 70,7% nas mulheres com idades entre 65 e 74 e 38,4% nos homens da mesma faixa etária.
 

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