Notícias

Prevenção e detecção precoce do câncer de cabeça e pescoço são tema de encontro no INCA


Publicado: 28/07/2016 | 14h18
Última modificação: 08/03/2018 | 14h43
Quatorze pessoas posam para foto, entre eles quatro mulheres e dez homens. Vestem roupas executivas. À frente do grupo existe uma mesa de lado com alguns papéis em cima. Atrás existe uma parede branca e ao lado uma parede com painel de madeira.

Encontro reúne profissionais de saúde para discutir prevenção e controle do câncer de cabeça e pescoço

Para comemorar o Dia Mundial do Câncer de Cabeça e Pescoço, 27 de julho, o INCA promoveu ontem um encontro técnico com profissionais da área para apresentação de informações e troca de experiências sobre o assunto. Segundo as estimativas do INCA, o câncer de cabeça e pescoco, que inclui câncer de boca, laringe e demais sítios dessa região é hoje o segundo mais frequente entre os homens no Brasil, atrás somente do câncer de próstata. 

“O INCA está preocupado em levar a informação correta para a população sobre a prevenção e controle do câncer e evitar falas distintas”, afirmou o diretor-geral do INCA, Luis Fernando Bouzas. A proposta do Julho Verde, como a data ficou conhecida no Brasil, é disseminar informações sobre prevenção e detecção precoce dos cânceres que afetam as regiões da cabeça e do pescoço, tanto para o público em geral, quanto para os profissionais da Atenção Básica, que muitas vezes não sabem reconhecer os sinais da doença. 

Roberto Araújo, chefe da Seção de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do INCA, explicou que esses tipos de tumores estão relacionados ao tabagismo e ao consumo de bebidas alcoólicas. “A associação entre tabaco e álcool aumenta em 19 vezes a chance de ter câncer nessa região”, explicou o médico. Outros fatores de risco associados são: má higiene dental e oral, refluxo gastro-esofageano e infecções pelo papilomavírus humano (HPV) e vírus Epstein-Barr (EBV). 

O diagnóstico precoce e o tratamento de tumores iniciais contribuem muito para o prognóstico. “O estágio I tem, em média, 80% de sobrevida. Para os demais estágios há uma grande queda”, afirmou Roberto. A realização de campanhas informativas para redução dos fatores de risco, treinamento da Atenção Básica, acesso a hospitais especializados, educação da população e intercolaboração regional são estratégias destacadas pelo médico para controle da doença. 

Para Adriana Atty, cirurgiã-dentista da Divisão de Detecção Precoce e Apoio à Organização de Rede do INCA, a organização da rede para assegurar o cuidado integral do paciente, que envolve a prevenção, detecção precoce, diagnóstico, tratamento e os cuidados paliativos, é fundamental, conforme determina a Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer (Portaria nº 874, de 16 de maio de 2013). 

O evento contou ainda com debate sobre a rede de assistência ao câncer de cabeça e pescoço no Rio de Janeiro com os médicos Ullyanov Toscano, do INCA, Fladwmyr Barros, do Hospital das Forças Armadas, Leonardo Rangel, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), Luzia Abrão, do Hospital Federal de Bonsucesso, Rafalel Zdanowski, do Hospital Federal da Lagoa, e o professor Fernando Lopes, do INCA. 

Para encerrar, o coral de pacientes laringectomizados (que retiraram a laringe) do INCA fez uma apresentação. “O Grupo de Apoio aos Laringectomizados (GAL) se reúne semanalmente e oferece mútua ajuda”, contou a fonoaudióloga do INCA Andressa Freitas.

Confira o cartaz que o INCA elaborou para auxiliar na divulgação dos fatores do risco e de proteção do câncer de cabeça e pescoço.

Copyright