Observatório da Política Nacional de Controle do Tabaco

Exportação de fumo e seus derivados


Última modificação: 29/01/2019 | 17h23

Exportação de fumo em folha

Os dados das exportações nacionais de fumo extraídos do sistema Comex Stat1 do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior-MDIC indicam um crescimento para o período entre 2000 e 2009 das exportações de fumo em folha pré e pós-processamento (i). O Brasil exportou na primeira metade da década passada (entre 2000 e 2004), em média, 353 mil toneladas ao ano de tabaco pré-processado. A partir de 2007, o país elevou esse volume para mais de 500 mil toneladas, superior ao que vinha sendo observado. Em 2010, houve uma queda na quantidade de tabaco exportada, mas a tendência das exportações do fumo pré e pós-processamento cresceu até 2012. Em 2013 se percebe uma queda discreta no volume de exportações que se confirmou em 2014 (-24%), ficando inferior ao volume exportado em 2010 (gráfico 1). A desvalorização da moeda brasileira permitiu uma pequena elevação no volume exportado de 2015, contudo a receita foi inferior. Em 2017 o volume exportado apresentou nova redução de 4,3% comparada ao ano anterior.

Gráfico com dados da produção de fumo em folha entre os anos de 2001 a 2017.

Gráfico 1 – Toneladas de fumo em folha brasileiro exportadas entre 2001-2017
Fonte: Sistema Aliceweb2-MDIC

 

(i) O fumo pré-processamento são os volumes de produtos do tabaco não manufaturados, ou seja, antes da etapa de processamento ser realizada, e equivale às categorias de 2401.10.10 a 2401.20.90 da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM). O fumo pós-processamento refere-se aqueles volumes de produtos do tabaco considerados após a etapa de processamento, equivalente às categorias 24.01.30.00 e toda a seção 24.03 da NMC.

 

Principais destinos do fumo brasileiro

De acordo com os dados de 2016 extraídos do sistema Comex Stat1 do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, os 8 principais países importadores são: Bélgica (16%), Estados Unidos (10%), China (9%), Itália (5%), Rússia (5%), Alemanha (4%), Indonésia (4%) e Paraguai (3%) representados no gráfico 2, onde pode ser observada variação descendente entre os anos de 2009 e 2017 no total de toneladas de fumo em folha.

Gráfico com dados dos principais países importadores de fumo em folha brasileiros entre os anos de 2009 e 2017.

Gráfico 2 - Principais países importadores de fumo em folha (toneladas) brasileiro entre 2009 e 2017.
Fonte: Sistema Aliceweb2-MDIC

 

Balança Comercial Brasileira 2017

No relatório consolidado da Balança Comercial de 20172, as exportações de fumo ocuparam o 14º lugar no ranking dos produtos exportados, segundo dados do SECEX/MDIC. Neste ano o fumo respondeu por 0,7% das exportações totais nacionais.

A Tabela 2 apresenta a evolução da representatividade do valor exportado do fumo brasileiro em relação ao total de exportações registrado na Balança Comercial Brasileira entre os anos de 2008 e 2017.

Tabela com dados da evolução da exportação de fumo na balança comercial brasileira.

Tabela 2: Evolução da exportação de fumo na balança comercial brasileira

 

Exportação de cigarros

No período entre 2006 e 2016 a exportação de embalagens com vinte unidades de cigarros, registrada no sítio da Receita Federal, reduziu de 45.876.966 a 6.068.839 embalagens respetivamente, representando uma queda de 86%.

Já em 2017, as exportações apresentaram forte elevação, dado o impacto do envio de cigarros à Argentina (Gráfico 3).

 

Gráfico 3 - Exportações de cigarros entre 2000 - 2017

Gráfico 3 - Exportações de cigarros entre 2000 - 2017

 

Leitura sugerida:

Observatório da Política Nacional de Controle do Tabaco - Status da Política - Alternativas à fumicultura.

 

Referências:

1 http://comexstat.mdic.gov.br/pt/home

http://www.mdic.gov.br/index.php/comercio-exterior/estatisticas-de-comercio-exterior/balanca-comercial-brasileira-acumulado-do-ano/2-uncategorised/3056-balanca-comercial-janeiro-dezembro-2017

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