Perguntas frequentes: Tabagismo

O tabagismo é reconhecido como uma doença crônica causada pela dependência à nicotina presente nos produtos à base de tabaco. É o maior fator de risco evitável de adoecimento e morte no mundo. Saiba mais sobre esta doença.

A maior parte do fumo produzido no País é oriunda da Região Sul. Tal cultivo concentra-se nas mãos dos agricultores familiares, proprietários ou não de terras. O tabaco, do cultivo até o consumo, afeta o ar, o solo, a água e ainda causa desmatamento. O principal impacto ambiental decorrente da fumicultura é a contaminação do ar, porque a aplicação de agrotóxicos expõe não apenas o trabalhador, mas todo o entorno, já que ele é pulverizado e carregado pelo vento. Além disso, a queima de madeira para secagem das folhas provoca a contaminação do ar pela emissão de partículas tóxicas. Ocorre também a  contaminação dos córregos, rios, do solo com o uso de agrotóxicos na lavoura. Para a obtenção de safras cada vez melhores, os plantadores de fumo usam agrotóxicos em grande quantidade, causando danos à saúde dos agricultores e ao ecossistema. Os agrotóxicos podem permanecer no ambiente e, somados à monocultura do fumo, ocasionar empobrecimento do solo, além de contaminação de lençóis freáticos. Outro problema é o desmatamento, pois florestas inteiras são devastadas para alimentar os fornos à lenha que secam as folhas do fumo antes de serem industrializadas.  A retirada de árvores nativas e sua substituição por árvores de reflorestamento causam danos ao ecossistema. Há também outras formas de secagem das folhas de fumo. Além disso, filtros de cigarros atirados em lagos, rios, mares, florestas e jardins demoram em torno de cinco anos para se degradarem (o tempo de decomposição do filtro do cigarro também depende das condições climáticas do local onde ele for descartado e da composição do material que foi utilizado no seu processo de produção).