Pesquisa

Neoplasias hematológicas e transplante de medula óssea


Última modificação: 21/02/2019 | 17h49

As pesquisas desenvolvidas pelo Programa de Neoplasias Hematológicas e Transplante de Medula Óssea tem quatro enfoques principais. Um dos enfoques prioritários diz respeito ao uso das células tronco normais da medula óssea no transplante de medula óssea para tratamento de neoplasias hematológicas e nos conseqüentes eventos adversos, como a doença enxerto-contra-hospedeiro (DECH ou GVHD) ou as reativações virais. Neste sentido tem sido desenvolvido protocolos de terapia celular para imunomodulação pós transplante e tem  sido investigado os mecanismos moleculares que levam ao desenvolvimento da doença e como as células tronco mesenquimais da medula óssea conseguem reverter estes mecanismos. Um segundo e não menos importante enfoque das pesquisa envolve a identificação das alterações na biologia das células tronco tumorais tanto em neoplasias hematológicas  como após o transplante destas células. Para isto são utilizadas tecnologias em larga escala  para analisar as sinalizações entre as células progenitoras normais e tumorais e todas as populações celulares do microambiente. Desta forma tem sido possível a melhor compreensão do estabelecimento e evolução de diferentes neoplasias e a indicação de diferentes alvos que podem ser investigados com fins terapêuticos. Um terceiro enfoque tem sido dado aos eventos genéticos e epigenéticos que estão relacionados com as neoplasias e sua evolução. O quarto enfoque tem se concentrado no papel do sistema imune nestas neoplasias e como ele pode afetar os diversos processos que ocorrem tanto no desenvolvimento dos estados neoplásicos como nas consequências do transplante. A geração de todos estes conhecimentos tem  possibilitado a realização de pesquisa translacional principalmente o desenvolvimento de Plataformas Biotecnológicas de Diagnóstico Molecular. Com o estudo da biologia dos tumores e a identificação de novos biomarcadores de diagnóstico e prognóstico tem sido possível colocar em rotina para os pacientes do INCA e de vários outros hospitais SUS do país o mais  avançado conjunto de exames que auxiliam os médicos a definir o diagnóstico do paciente e a modalidade terapêutica a seguir assim como o melhor resultado dos transplantes realizados pelo INCA e outras instituições federais do Rio de Janeiro.

 

Chefe do programa:

Claudia Rocio Hassan (Pesquisador Adjunto, chassan@inca.gov.br)

 

Grupos de pesquisa:

 

 

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