Câncer

Cuidados paliativos pediátricos


Última modificação: 21/11/2018 | 11h46

Cuidados paliativos pediátricos foram definidos em 1998 como a assistência prestada ao paciente com doença crônica e/ou ameaçadora da vida. Devem ser iniciados no diagnóstico, independentemente do tratamento da doença de base. Os cuidados paliativos pediátricos envolvem a equipe multiprofissional e dão suporte físico (controle de sintomas) emocional, espiritual e social à criança, atendendo também às necessidades da família.

Apesar de a oncologia pediátrica ser uma especialidade que busca não somente aumentar as chances de cura de crianças, mas também diminuir as sequelas decorrentes do tratamento, nem todas sobreviverão, sendo os cuidados paliativos de fundamental importância para o atendimento adequado desde o período do diagnóstico ao desfecho da doença, além de  acompanhar e auxiliar no processo de luto da família.

Os cuidados paliativos em oncologia pediátrica são parte integrante do cuidado, e aprimorá-los é prerrogativa de fundamental importância, pois são utilizados para melhorar a qualidade de vida das crianças e adolescentes em qualquer fase de seu tratamento.

Principais objetivos dos cuidados paliativos:

  • Controlar a dor e outros sintomas físicos, através de diagnóstico precoce e preciso.
  • Promover ações que facilitem ao indivíduo exercer sua espiritualidade, protegendo a sua autonomia e vontade.
  • Aumentar a qualidade de vida, influenciando de maneira positiva o curso da doença.
  • Auxiliar a retirada de medidas intensivas de suporte quando esta for uma decisão compartilhada entre a equipe assistente e a família.
  • Acompanhar o cuidado de fim de vida dos pacientes internados quando solicitados pelo médico da instituição e/ou médico assistente, visando a proteger os interesses do paciente, respeitando a sua autonomia e escolhas, evitando medidas “fúteis de suporte” de acordo com as boas práticas clínicas.
  • Oferecer sistema de apoio para ajudar o paciente e a família a lidar da melhor maneira possível com a doença e o tratamento.
  • Acompanhar o luto dos familiares quando houver vínculo estabelecido com os profissionais. 
  • Capacitar os profissionais em cuidados paliativos para não paliativistas, através de educação continuada.
  • Auxiliar na mediação de conflitos principalmente os relacionados a decisões de fim de vida.
  • Participar da comunicação de notícias difíceis quando identificada a necessidade.

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